O que mostramos nem sempre é o que sentimos.
É uma questão de defesa. Amamos platonicamente. Escondemos, até que o sentimento seja magicamente descoberto ou morra sem socorro algum. Medo terrível de ouvir um NÃO, ou até de ser ridicularizado pelo ego afagado do outro.
Uma imensa bobagem!
Que mal há em dizer o que se sente? Talvez em pequenas sutilezas, gestos, olhares, toques… palavras.. Quem sabe bancando chato(a), mostrando que se importa, mostrando que há interesse? Quem não quer se sentir querido?
O bonito disso tudo é a verdade contida no cuidado desse silêncio: não me aproximo por medo de estragar o que tenho, de perder o espaço que já ganhei, de afastar esse motivo de alegria, de perder a ilusão de que um dia seremos dois. Isso mostra que o sentimento é verdadeiro, é grande, é bom.
Mas, ainda assim, dá medo.
E aí ficamos nesse joguinho de mostra e esconde, nessa sede de falar e não conseguir dizer, nessa angústia de querer ver e no máximo ter coragem de espiar, e um desespero por toque que se traveste de abraço amigo, quando os braços querem guardar o outro pra sempre.
Tudo isso porque por mais desiludidos que sejamos com o amor, todos sonhamos com um “Felizes para Sempre”.
Mesmo sabendo que os problemas virão, as contas a pagar, os mau-humores repentinos, as tpms (hehehe)… mas tem coisas boas e sabemos que tem, senão não tentaríamos de novo! Que venham os sorrisos matutinos, o afeto de madrugada, os sonhos, as criações a dois, o aprendizado que vem do silêncio ou das conversas prolongadas na varanda.
Deixar de ser singular pra ser plural. Não se sentir tão só. Não se permitir consolar na própria solidão, mas aceitar um colo, um cafuné, uma palavra de carinho e conforto.
Mas parece natural do ser humano ter medo de ser feliz e fazer os outros felizes.
Há que se correr o risco! Há que se ficar atento no que o coração do outro permite escapar nas entrelinhas do olhar!
Há que se perder o medo de entregar o sentimento e deixar acontecer. Antes que o amor morra no silêncio.
Hoje, encerro o post desejando do fundo do meu peito, que você conquiste o seu “Felizes Para Sempre”!
Bjim, até a próxima.
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