Hoje, depois de um dia de bastante trabalho, apesar do feriado, conversei com alguns amigos via messenger.
Nada demais teria pra contar, não fosse a triste coincidência: rompimentos afetivos.
Está ficando cada vez mais comum os términos rápidos de relações que pareciam duradouras.
Não quero expor o caso de nenhum deles, não seria amiga se o fizesse, mas quero que o fato seja pano de fundo pra esse post.
Não compreendo o que as pessoas buscam. As queixas se repetem. Quem está sozinho, não gosta de estar só e sonha incessantemente com um amor bonito, de tratativas amigáveis e justas, de toques macios ao fim da tarde e belíssimas fotos dos carinhosos encontros. Quem está namorando, ficando, enrolado, enfim… use o nome que quiser (e acho que a indefinição começa aqui)… sente falta, no terceiro ou quarto mês de mãos dadas, da parceria jurada no começo de tudo.
Ou seja, um não está sendo franco. As pessoas temem a solidão e consolam-se friamente no carinho sincero de alguém. Quando o fantasma da solidão vai embora, a frieza vem à tona e os encontros carinhosos viram compromissos facilmente canceláveis.
O amor está virando sentimento em extinção. Ficou fácil dizer “eu te amo” e banal “fazer amor”, termos que até já saíram de cena. Hoje, dizer que ama vale pouco, e “fazer amor” virou uma transa qualquer. Não se troca carinho, se “pega” alguém, e assim por diante. Banalização!
Pode me chamar de careta! Não me importo! Sinceramente.
Mas, acredito que a dor de meus amigos, momento que também já vivi, é oriunda de uma entrega sem medida, quase irracional, comandada apenas pelo que o coração desejava que fizesse: querer bem, aprender a amar, conquistar, manter, cuidar, respeitar, construir, somar…
Ontem ainda, em uma outra conversa, eu dizia que pessoas que pensam assim, passam por bobas e são facilmente ludibriadas, usadas… ainda assim, eu não mudarei meu jeito de sentir, porque quando a dor do rompimento termina, fica a consciência tranquila de ter agido certo e ter feito o melhor possível.
A esses meus amigos direi que tudo passa.
Aos que acreditam no amor, que continuem acreditando.
E aos que não sabem amar, peço que abram seus corações pra beleza de estar a dois e não tenham medo de se envolver e aprender a sentir-se amado também.
Por hoje é isso!
Bjim e até a próxima!
Legal que alguém ainda pensa asssim,com discernimento e sensibilidade,sinal que nem tudo está perdido.
Parabéns à autora que foi crítica e perceptiva nao se deixando envolver por esse movimento que tenta colocar “guéla a baixo” que para sermos fortes devemos ser vazios,supeficiais,fugazes e imediatistas.
Obrigada pela sensibilidade do comentário, Gustavo!