De tudo o que pode acontecer em nossa vida de trágico, de ruim, de pesaroso, as piores vem de nossas escolhas.
A maior de todas elas vem de um momento lúdico, onde acreditamos estar certos do que queremos e do que sentimos, e pior que isso, acreditamos saber ler olhares.
A gente nunca sabe, a gente cria!
O coração cria a situação perfeita e o momento exato do início do tombo. A razão não dá conta das porcarias que os sonhos estão fazendo na nossa mente e ficamos imersos em delírios de uma irrealidade perfeita.
Mas, aí a verdade vem esbofetear nossa cara enquanto estamos nesse sono manso.
E aí acordamos com raiva, uma raiva que vem de dentro pra fora, rasgando a garganta e os olhos numa violência de lição pra vida toda.
Depois da raiva vem a vergonha da permissão que demos a essa fraca faísca de felicidade, que vai tão rápido quanto veio.
E esse nó no fundo da boca e esse gosto de fel, só acalmam chorando. Aí, a burrice fica na nossa cara, estampada. Todos vão saber da nossa fraqueza, e vão perguntar o que houve, e nós não vamos poder falar, porque também não entendemos como tudo aconteceu.
Resta, levantarmos do assoalho onde nosso corpo atirado lamenta a decepção, e tratarmos de aprender mais essa!
Não será a última vez, assim como não foi a primeira. É que a gente esquece, esquece.
Exigimos sinceridade, e não aguentamos o corte que ela faz.
O que fazer então?
Chorar só por uma hora, e erguer a cabeça e lembrar quem somos e porque estamos no mundo e o que queremos pra nós. E não aceitar o erro como uma conveção nova, o que garante que o medo não vai liquidar a nossa vida.
Levantar sempre, levantar agora!
E aprender a brincar de skate antes de ganhar o próximo.