Marcisses

18 18UTC Dezembro 18UTC 2009

Momento Sandra.

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 12:48 pm

Como já comentei em outro texto, estou no hospital cuidando de uma nova amiga, de 82 anos. Pessoa muito querida que se recupera rápido de um problema de saúde.

Nos conhecemos agora em razão da necessidade.

O mais interessante é que embora eu corrija sempre ela só me chama de Sandra!

Gente, não sai Márcia!!

O diálogo é mais ou menos assim:

- Sandra, me alcança uma aguinha?

- Pois não, dona Fulana. Mas, eu sou a Márcia.

Ela gargalha gostosamente, e eu acompanho.

Na sequencia:

- Obrigada pela água Sandrinha!!!

Ou seja, que momento!!!

Mas vou guardar no coração esse convívio com alguém tão querido.

E é claro, meu momento Sandra.

heheheh.

Monociclo

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 11:20 am

Eu realmente não entendo.

Tô sossegada, tô tranquila, tô na minha e começa de novo.

Estava me acostumando a ser sozinha e me sentindo até vazia. Porque a medida que aceitamos essa condição fica difícil aceitar certas verdades, então passei a desconsiderar toda e qualquer possibilidade de ter alguém perto, bem perto.

Mas a condição de estar só não é tão simples, nem tão confortável.

Mas, também não precisava ser assim.

Eu sempre preferi os esportes radicais, porque já treinava sabendo que podia cair, e eu já tinha esquecido como se anda até de bicicleta, e agora me aparece um monociclo.

Parece uma bicicleta, mas tem uma roda só. E irônicamente se consegue o equilíbrio ora pedalando pra frente ora pra trás. O equilíbrio que vem da indecisão de não saber pra onde ir.

Então quando consigo fazer com que ande 5 metros, preciso pedalar pra tras pra não cair.

O único jeito de ir só pra frente é correndo… Mas o lema é tempo! Sem correrias, portanto.

O monociclo tem uma roda só porque perdeu a outra, que o equilibrava e que hoje vive de encantos por uma carroça. E o monociclo sozinho, buscou aconchego pras suas angústias em minha mania de esportes. Mas eu não consigo entender de monociclo!!

Eu sou sozinha tentando me equilibrar sobre meus próprios pés surfando, manobrando um skate… mas o monociclo, o monociclo… esse… esse… parece comigo na solidão e na incapacidade de andar sozinho. Porque a prancha, se você largar na beira do mar, a onda leva, o skate e o patinete vão embora na ladeira. Mas o monociclo precisa de alguém pra pedalar, pra motivá-lo a andar. Somos parecidos. Nas dores, nas angústias, nos sonhos, nos anseios, na vontade de encontrar equilíbrio sendo impulsionado e guiando alguém.

O monociclo é diferente!!!!!!!!!

Mas pra mim, é tão radical quanto os outros. Porque se por um lado não anda sozinho, seu pneu de borracha fura. E assim, nem que tente eu consigo sair do lugar. Trocar seu pneu? Sem chance! Exemplares como este, ou você aproveita tudo exatamente como está, e faz cada pedalada valer a pena; ou desiste, porque de tamanha raridade não se pode tirar nada.

Por hora vou deixar o monociclo aqui, escorado nessa paredinha.

E eu daqui, desta cadeira, vou tentando entender o que até agora não consegui: Por quê??

Eu gostaria muito que esse sentimento de coração farto, fosse por uma bicicleta, porque aí eu saberia como andar.

Mas, um monociclo…

Surfistas lunáticos soltos pela madrugada tomando sorvete. Como assim?

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 10:57 am

Hahahaha.

É tô rindo à toa.

Achei que fosse impossível encontrar uma prancha que se encaixasse tão perfeitamente nas minhas marcisses.

A nossa distância é o que nos aproxima. A nossa liberdade é o que nos prende.

Não quero nem pensar no dia que as ondas separarem a prancha de mim, vou sentir uma falta imensa. E isso tem data pra acontecer.

Nada pior pra um surfista do que ter sua prancha roubada pelo mar. Mas isso faz parte da vida.

Só espero amada prancha colorida, que eternize nosso SURF e jamais use o termo com outras pranchinhas de BodyBoard!  Eis a minha única exigência!!!

Assim, como guardarei os sabores dos sorvetes do  Mac como uma recordação no paladar. Aquele gelado tem gosto de risada boa, companhia bacana, histórias incontáveis e tur pela madrugada da cidade.

Portanto, isso é SURF, e esta surfista gosta da ilusão de se achar a única a pegar onda com essa prancha!

Aloha!

Vou explodir!!!

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 10:46 am

Nos ultimos dias foi tanta informação pros meus olhos e ouvidos, que acho que se não escrever uns 3 textos hoje vou acabar explodindo.

Nem sei por onde começar.

Talvez contando da angústia do meu organismo tentando se adaptar a troca do dia pela noite.

A questão é que estou cuidando de uma nova amiga de 82 anos no hospital, e por ela não tenho dormido a noite. Hoje foi a 3ª. Mas o fato de dormir durante o dia não me incomoda. O que me perturba mesmo é a quantidade de pensamentos que fluem na madrugada silenciosa de um quarto escuro de hospital.

Ela dorme enquanto eu viajo em ilusões, skates, patinentes e pranchas, formatura, matricula, falta de grana…

Eu detesto esses pensamentos que não me levam a nada. Me sinto um elefante atolado!!! Patinando sobre o próprio peso, hahahahhaha, não é engraçado.

Ops! Apagaram a luz do corredor… hummm… não enxergoo.

Tá fui!

9 09UTC Dezembro 09UTC 2009

Que ondas boas!!!!!!!!!

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 2:40 pm

(Dica: antes de ler, acesse     http://www.youtube.com/watch?v=UYwJjieVUis&feature=related     e deixe a música tocando enquanto lê, você vai entrar no clima!! )

De surpresa! Melhor ainda.

Como é bom quando a mensagem é entendida, e aceita!!!!!!!!

O sorriso de hoje é pelas ondas que peguei de madrugada.

O mais radical momento de sossego que alguém pode ter.

Maré mansa, brisa, estrelas. Que momento!

A prancha me levou a sabores que eu não conhecia, e me mostrou a adrenalina que eu imaginava mas não tinha sentido, e o misto de coragem e total falta de juízo nos fez entrar num tubo verde, alto, escuro, pragmático, atraente e assustador que se abriu em maré alta e mostrou as estrelas que caíram e fizeram as luzes da cidade, que vistas do alto confundiam nossa memória nos desorientando e arrancando o riso.

Nada de caldo! Segui sobre a prancha permitindo que as ondas calmas me levassem.

Radical sossego esperado e festejado.  Acho que viciei nessa modalidade! Encrenca das boas, (risos)!

O apaixonante do surf é que sem nenhuma expectativa, a intensidade do momento cria uma beleza infinita, pelo tempo que durar. Quando me separo da prancha, não tenho a menor ideia de quando vou surfar de novo, isso é o que me mantém lúcida. É o melhor de tudo!

E viva o Surf! E a coragem de quebrar as ondas!

7 07UTC Dezembro 07UTC 2009

Estou me acostumando?

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 6:20 pm

No início parecia até o fim do mundo, agora faz parte de um todo que tenho a impressão de ser o mais certo pro meu gêniozinho difícil.

Tá, serei clara, tô falando de estar solteira.

Antes associava a solteirisse com a solidão e agora vejo por uma ótica totalmente diferente.

desde que me conheço por gente, sempre tive alguém comigo. Comecei a namorar aos 17 e de lá pra cá nunca tive um período de reflexão como estou tendo agora.

Me descubro todos os dias, e começo a gostar desse “não responder” a questionamentos possessivos.

Percebo que talvez eu nunca tenha gostado de estar casada ou comprometida, nada a ver com aquelas pessoas, mas comigo. O descontentamento me fez culpá-los sempre mas o problema estava sempre comigo. Lamento meninos, mas era eu o tempo todo.

Acho que complica isso de não se conhecer e querer que os outros nos entendam.

Meu único medo é me acostumar assim, no singular.

Pode ser bom, pode não ser.

Enfim, enquanto isso, vamos surfando!!!

Gosto amargo…

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 6:10 pm

Hoje tá difícil, mas sabia que o dia chegaria.

Finalmente experimento o lado ruim de morar sozinha.

Dor de garganta, febrícula, dores no corpo… essas coisas costumam gerar mimos, mas não quando se mora só.

Ninguém pergunta como está, se precisa de alguma coisa, ninguém responde à pergunta: “cadê o termômetro?”, eu espirro e o silêncio nem me diz “saúde”.

Lá fora, tempo nublado. Nem o sol sorri.

Assim, é bem ruim!

De repente toca o telefone, minha mãe. Coisa boa é a voz materna, como eu a amo.

Pergunta se estou melhor, digo que sim. Ela pergunta se quero que ela venha e burramente banco a forte e digo: não precisa mãe, já tô melhor!

O lado ruim de morar sozinha, é quando a solidão pesa de verdade na saudade de ter a atenção de alguém.

Mas isso deve ir embora com esse raio de resfriado!

25 25UTC Novembro 25UTC 2009

Surf

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 1:36 pm

Não adianta, adoro a ideia de sair da monotonia tentando fazer coisas novas.

Já tentei andar de skate, patinete e agora achei o surf!

Que delícia!! Ainda estou deitada sobre a prancha e a sensação é tão gostosa que é bem capaz de eu ficar por aqui mesmo.

Comodismo? Não, imagina! Apenas estou aproveitando o que a situação pode me oferecer.

Se com as paredes em volta foi difícil andar de skate, aqui nem paredes eu tenho. Não sei nadar, se tomar um caldo…

Surfar é melhor que andar de skate! Porque sem perspectiva de acrobacias fabulosas, e tendo essa prancha como meu limite, aproveito ao máximo o balanço, o calor e essa água que me arrepia.

Olha que momento: deitada sobre a prancha, céu azul, sol aquecendo minhas costas e os respingos gelados da água  tilintam na minha pele quente. Um arreprio leve que se altera com o vento salgado que sopra em alto mar.

Na minha frente, uma confusão de imagens: azuis que se misturam.

E a prancha vai me levando. Chego a ouvir a guitarra havaiana.

Que venham dias de sol e maré mansa, pra surfar no melhor estilo!

Bem simples, sem grilo, na boa.

Surf é o canal, morô?!

 

21 21UTC Novembro 21UTC 2009

Cabeça cansada

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 9:22 pm

Ai gente!!

Hoje eu tô com a mente exausta.

Tenho a impressão de que vou me desligar a qualquer momento.

TFG, artigos, roteiros, produções, textos a ler, textos a sintetizar… estou sendo dominada pelas letras!!

Tenho sono, mas deito e a cuca não relaxa pra eu dormir.

Tô exausta, acho realmente que vou desligar.

Vou tentar não deixar que isso aconteça, mas caso eu não possa impedir e vc me ache caída dormindo profundamente, me acorde depois do 3º dia, e informe ao mundo: ela estava tentando.

Peço a compreensão dos assíduos leitores desse blog, que me perdoem.

Ficarei em Off por alguns dias.

Preciso descartar alguns cansaços!

Beijinhos meus amados!!!

E fiquem tranquilos: I will survive!

19 19UTC Novembro 19UTC 2009

Bjui!!

Arquivado em: 1 — Márcia Marinho @ 1:02 am

É assim que termina oficialmente a conversa das almas amigas que encontram-se nos desabafos e terminam a madrugada em lágrimas de riso.

Que prazer incrível uma boa conversa, e o som da risada trancado na barriga, pra não alarmar a vizinhança.

Sei lá quantos quilômetros nos separam, mas sinceramente, as histórias e a piada feita de nossas próprias derrotas aproximam e servem de consolo no final de um dia estafante.

De onde veio tudo isso? Sei lá! Não quero saber!!

Duvido que os casais por aí riam assim antes de dormir, duvido! E é nessa certeza que nos sentimos melhores, já que cada um na sua, catamos skates por aí.

Aos 25 minutos de hoje, incrementamos o vocabulário com um acidente que vai virar marca BJUI, uma mistura do tradicional: BJ   FUI!!! Essa risada é nossa e ninguém tira!!

O melhor acaso do ano, a mais bonita coincidência.

Bem-vindo sempre!

E pra começar o dia, meu amigo um belo e sonoro Rararrá pra você!!!

 

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