…porque tem lições que nunca aprendo.
3 03UTC fevereiro 03UTC 2010
27 27UTC janeiro 27UTC 2010
Alguma coisa está mudando
Quando escrevi Novos Horizontes, eu sequer sabia que determinava ali um marco.
As coisas fluíram e me parece que dentro de pouco tempo, começarei a me aventurar em terra firme.
Não sei bem ao certo o que vai acontecer, mas a expectativa já agrada.
A vida é feita de riscos, e pra termos alguma alegria é preciso encará-los.
Aos amigos aviso que tenho tido dias ótimos, não há nada com o que se preocupar. Ando sumida por estar trabalhando, envolvida em mil atividades, e principalmente sonhando.
Quem me conhece sabe: eu posso trabalhar meio-turno, dormir duas horas por noite, comer uma vez por dia, mas sonhar é sempre em tempo integral. O delírio compõe o meu ego.
Tenho ouvido outras músicas, conversado outros papos e mostrado outros sorrisos.
Talvez, esses novos horizontes tenham me devolvido o que eu tinha perdido de mim: uma permissibilidade pra ser inocente e viver um dia de cada vez.
Basta de coisas radicais, quero o sossego da simplicidade nos meus dias e a calmaria de um carinho franco e interessado no que há dentro de mim. Quero músicas lentas, de frases românticas, com melodias dançáveis a dois. Quero o silêncio dos críticos e a cessação das polêmicas pelo resto das horas do ano, no mínimo. Quero paz nos meus ouvidos, porque o risco merece esse respeito.
Seja lá o que for, que venha leve, me conheça pelos meus olhos, me ouça como ouve as músicas que gosto, me sinta com a intensidade que me olha… e que sejamos tudo o que merecemos.
Uau, alguma coisa está mudando! Já era hora.
24 24UTC janeiro 24UTC 2010
Novos Horizontes
O momento não é fácil, mas não posso esquecer de uma coisa que é tão certa quanto é simples: as coisas mudam porque se fossem estáticas não ensinariam absolutamente nada. E essas mudanças devem, com certeza somar em nossos dias.
Cada um toma seu rumo, resolve suas coisas, enfrenta seus medos… isso é viver.
Erguer a cabeça para além das núvens e abraçar as oportunidades com amor e raça faz parte do desafio que eu aceito cada vez que abro meus olhos pela manhã.
Engolir o choro, domar a insônia, planar sobre brasas… faço isso muito bem!
Não será na clausura de um apartamento que vou perceber as belezas que a vida tem me trazido, porque elas são enormes e não passam por baixo da porta.
Vou abrir as portas e as janelas e sorrir, um riso de cada vez, pra não perder esse que parece ser meu maior encanto.
Concentração, direção e garra… o resto vem depois!
Viva a força! Viva a estrada! Viva a mutação constante das coisas!
23 23UTC janeiro 23UTC 2010
QUARTO ESCURO
Certo, quarto medonho, ficamos eu e suas paredes. Vamos nos entender agora?
Quanto tempo ainda? Quanto tempo?
Não gosto daqui!!
A porta não abre. E eu não reconheço os ruídos lá fora, tenho medo de pegar na maçaneta.
Talvez se eu ficar agachada no cantinho, alguém tropece em mim.
Mas ninguém entra aqui.
Talvez eu me conforme.
Talvez chore até dormir.
Talvez durma até deixar de sentir.
Talvez escreva um livro.
Talvez lembre de coisas que quis esquecer e ache alguma vantagem nelas, de tanto que quis esquecer.
Talvez o cansaço me vença.
Talvez um dia a porta abra.
Talvez nunca.
Vou ficar aqui.
E você monociclo, deixe um recado do lado de fora da porta quando sair, com uma frase que desperte a curiosidade de quem passa aí fora. Um S.O.S !! E não esqueça de escrever em letras garrafais, que estou cansada dos esportes radicais, e que quero sossego numa rede, na sombra, com o som das folhas balançando no vento. E acrescente, que tenho paciência apesar da dor, e que o requisito base desse libertador, é que saiba que somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos. Me faça, monociclo, esse último favor.
Ok, quarto escuro, agora somos só eu e você!
Caldo
Essa semana foi boa em alguns momentos, mas péssima em outros.
Perdas irreparáveis.
Coisas que acabaram com a mesma sutileza que começaram.
Tomei caldo, sem nem subir na prancha pela última vez.
Fui ao fundo, não sei nadar. Provei o sal todo entrando na minha boca e ardendo em minhas narinas. A água foi violenta comigo. Eu afundei e lá na superfície vi a prancha indo pro outro lado. Estiquei o braço sem força, não alcancei. Desacordei.
Despertei na areia, com um monte de gente em volta que não fazia presença nenhuma.
Cadê a prancha? A mais linda que já tive? A mais cara?
Ninguém me entendia, porque ninguém nunca viu a minha prancha favorita.
Levantei, meio tonta. Olhei pro mar, e lá, longe, eu ainda pude ver um brilho sobre a água, era o sol iluminando ela. Mas já não dava pé. Sentei na areia e não ouvi mais aquela gente toda falando… fiquei em silencio olhando o brilho indo entre meus olhos marejados.
Maresia, ressaca, dor no corpo da surra que as ondas me deram quando me jogavam de um lado pro outro. Me castigando pela felicidade lúdica que tive, como se ser feliz fosse feio.
A prancha se foi, fazer melhor o verão de outra surfista.
Manhã medonha.
Mas não eu não poderia conter a força do mar.
Não conseguiria parar uma onda.
E eu não tenho o direito de chorar pela beleza da liberdade que essas águas sempre nos deram.
A saudade? Vai ficar.
Mas, vou tomar um sorvete de madrugada e há de passar.
A vida segue, mas surf… surf eu vou só recordar.
9 09UTC janeiro 09UTC 2010
Viciada em desabafo…
Eu pensei sinceramente, em me desfazer deste blog, nesta semana.
Não consegui. É ele que salva meus amigos de terem seus ouvidos invadidos por meus momentos de lamúrias e lhes garante me ver somente em risos. Gosto de privar as pessoas desses meus momentos amplamente neuróticos e depressivos.
Queria me desfazer de alguns relatos.
Aí, decidida, recebi direto do Céu de alguém uma dica vital: as histórias ficam. Não se pode fugir delas jamais.
Desisti.
Fica online meu álbum de fotografias coladas tortas, os sorrisos desbotados, os interesses mau tolhidos, mas também o surf regado a sorvete, o esconde-esconde e o doce monociclo.
Lembranças que sem dúvida valerão sempre a pena.
Talvez esse momento de reflexão sobre o vício de desabafar na rede, seja apenas mais uma Marcisse, tão boa e tão intensa quanto o que me move a postar mais uma vez.
Voltarei num texto melhor humorado!!
Paciência, por favor… afinal, como dizia o adesivo do meu skate: tudo passa, até a uva passa!
Bjim.
8 08UTC janeiro 08UTC 2010
Carrinho de rolimã?! Que simpático!!
Nem tão radical, porém nem tão insonso assim, mas no seu tempo! Não no meu.
Carrinho de rolimã pra quem não sabe, é uma tábua sobre dois eixos com rodinhas, onde os meninos das antigas sentavam e curtiam a emoção de descer uma ladeira.
Pois é, a surfista aqui, caiu no conto do vigário!! Achando que conheceria um novo esporte radical, não viu nada além de um carrinho de rolimã de rodas desgastadas pelo tempo e cheio de esperanças de me fazer voar os cabelos.
Bah!!
Qualquer comentário fará mal a saúde do carrinho, e toda e qualquer linha que eu escreva daqui pra frente vai parecer cruel.
Mas é que quando não gostamos do esporte, não adianta nem tentar.
Cheio de histórias carrinho de rolimã ficou na história, só na teoria portanto.
Ainda prefiro os radicais, pelo menos me dão a certeza de não virar bengala psicológica de ninguém!
Enfim…
Hasta la vista.
19 19UTC dezembro 19UTC 2009
Aviso aos meninos!!
Atentem para certas modernidades, rapazes!
Meninas saem sozinhas sim, e podem sim, voltar pra casa sozinhas.
Estar no singular não significa estar disponível, carentona ou à procura de um anexo!
Uma mulher solteira pode ser feliz assim, sendo dona do seu próprio nariz e principalmente de suas escolhas.
Toda mulher, após sucessivas falhas amorosas aprende a ler a mente masculina e a compreender os olhos de um homem, e além disso, identificar os gestos e agrados e o curriculum do namorado que a convém.
Portanto, prestem muita atenção pra não se tornarem colecionadores de “foras” por não serem capazes de assimilar tal progresso feminino.
Aprendemos com vocês a ser solteiras, frias e pouco apegadas a minúcias.
Conselho de amiga: abram espaço que eu quero dançar, larguem do meu braço que eu quero viver, não me peçam o telefone porque eu quero sonhar e não me peçam em namoro, porque já tenho compromisso: COMIGO!!!!
Orgulhosa, sim!
Prepotente, pode ser!
Presunçosa, talvez!
Vaidosa, humm!
E solteira!! Enquanto eu achar que devo!
18 18UTC dezembro 18UTC 2009
Momento Sandra.
Como já comentei em outro texto, estou no hospital cuidando de uma nova amiga, de 82 anos. Pessoa muito querida que se recupera rápido de um problema de saúde.
Nos conhecemos agora em razão da necessidade.
O mais interessante é que embora eu corrija sempre ela só me chama de Sandra!
Gente, não sai Márcia!!
O diálogo é mais ou menos assim:
- Sandra, me alcança uma aguinha?
- Pois não, dona Fulana. Mas, eu sou a Márcia.
Ela gargalha gostosamente, e eu acompanho.
Na sequencia:
- Obrigada pela água Sandrinha!!!
Ou seja, que momento!!!
Mas vou guardar no coração esse convívio com alguém tão querido.
E é claro, meu momento Sandra.
heheheh.